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  • Foto do escritorRodrigo Baldin

Campeonato Mundial de Esgrima - Como nos saímos?

A participação do sabre brasileiro no Campeonato Mundial de esgrima termina com bons resultados e ótimas atuações dos nossos cadetes e juvenis.

É verdade que somos uma esgrima em construção se compararmos às grandes equipes do mundo, essas que entram pela disputa por medalhas, o que não significa que países que ainda estabelecem a tradição de praticar o esporte de forma ampla não podem beliscar bons resultados e quem sabe medalhas. Nós mesmos já conquistamos, nessa mesma competição, duas.


Dessa vez, ainda que não tenhamos chegado ao pódio, podemos celebrar o melhor resultado da história do sabre feminino brasileiro. Foram três vitórias em cinco jogos, o que garantiu a 13ª colocação.


Nosso sabre masculino perdeu na primeira fase e não conseguiu ficar entre os dezesseis primeiros. Contudo, era uma equipe jovem composta por um juvenil e três cadetes. Todos mostraram muita personalidade ao buscar resultados adversos.


A experiência foi incrível. Em especial por estar junto do Alkhas na primeira vez que participo de um Campeonato Mundial. Meu técnico que sempre abriu portas, sempre acolhendo todo mundo, sempre ensinando. Não teria como ser melhor.


Outro grande aprendizado veio da companhia do Tex, nosso chefe de equipe. Gaúcho incansável, daqueles que tem tudo na cabeça, mas que equilibra com excelência ensinar e delegar. Nesse sentido, foi muito bom ter direcionamento para as melhores ações ao mesmo tempo que tinha autonomia para desenvolver um trabalho com equipe, seja do ponto de vista técnico e às vezes aquele papo quase de psicólogo com atletas que precisam encontrar o equilíbrio necessário para enfrentar a competição no dia seguinte.


Já sobre as atuações individuais dos atletas nas competições dos dois dias anteriores, podemos assumir que todos tiveram resultados bons dadas as circunstâncias de treino nos últimos meses no Brasil. Mesmo aqueles que não conseguiram classificar na primeira fase tiveram ótimos momentos durante os jogos realizados.


É com muito orgulho vou lembrar da participação do Marcos Gomez, meu primeiro aluno depois que passei a ser técnico na Academia Paulista de Esgrima. Na prova juvenil, ele conseguiu uma vitória sobre o colombiano e essa pra mim valeu como ouro.


E saio com muita gratidão pela postura dos atletas Gabriel Vasques, Luana Pekelman, Matheus Becker, Renato Saliba e Isabela Chen, que me acolherem como técnico, já que todos têm outros treinadores no Brasil e mesmo assim pudemos trocar conhecimento para que chegássemos ao nosso melhor.


Ficamos por aqui e amanhã inicia o florete e na sequência, pra terminar o campeonato, espada. Desejo que a experiência das equipes seguintes seja no mínimo igual à nossa, mas que sejamos a inspiração para que cheguem ainda mais longe.


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